quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Carta de Suícidio


Carta de Suícidio ou uma decepção de morte.

escrito em 15/Março/2008

"Ainda tento me lembrar dos boms momentos que passamos juntos.
Mas isso só aumenta a minha dor, e me livrar dela, é tudo o que eu quero agora.
É tudo o que eu busco
Irracionalmente.

Meu coração foi gravemente ferido, e agora derrama sangue por dentro.
Está se esvaziando, logo não haverá uma só gota.
Esse sangue vermelho.
Quente como deve ser o inferno!

Por que você esperou que eu me envolvesse tanto?
Por que esperou que eu te amasse...?
Pra me dizer que tudo isso foi uma mentira.

Uma obcessão quebrada.
Uma ilusão perdida.


Eu sou culpado, me perdoe!
Não queria ter te deixado presa num sentimento que apenas eu sentia e que apenas para mim tinha importância.

Eu fui egoísta! como não pude perceber que nunca houve uma troca mútua de sentimentos?
Era apenas eu;
Eu, o único beneficiado com o desejo.
Com a satisfação.
Com o prazer.
Com o amor.

Ou eu fui um tolo?
Insensível!
Incapaz de perceber que você estava apenas sendo legal comigo?!

Talvez tenha durado por mais tempo, por que você hesitou em me ver sofrer.
Por que sabia o quanto eu sempre te amei.
O quanto sempre fui ligado a ti.

Mas te juro!
Você deveria ter acabado com isso antes mesmo de ter começado!

Me fez acreditar que o que sentia por mim é o mesmo que eu sinto por você.

Mentira!

Agora você abre o jogo.
Talvez esteja cansada de ser "a garota que só estava sendo legal".
Isso é piedade.
Nunca foi amor.

Foi piedade.

Sabe como eu me sinto agora?"

....................................................

"Não vai durar.
Não vai doer.
Vou sentir um segundo de dor.
No máximo.

Não mais do que senti, depois de tudo isso.

Uma bala...o modo mais rápido que eu encontrei.
É uma baretta, e ela está em minhas mãos agora.
Apontada não para mim, mas para meu profundo sofrimento.
Minha alma.
É nela em que eu miro, com as mãos trêmulas.

Três lágrimas ainda me escapam o rosto.
Três ultimas lágrimas.
E o seu nome é a única coisa que consigo pronunciar...
Antes de puxar o gatilho.

E num som seco e sem eco...
Ponho fim a minha existência..."

[Wanderson Sousa Kubrick]

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