sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sobre Formigas e Assassinos


Sobre Formigas e Assassinos

escrito em 28/Maio/2008

Alguém deve se perguntar:
Que diabos de título é esse?
Pois bem, eu vou contar agora uma pequena história sobre uma formiga e um assassino.
Vamos usar a maravilhosa linguagem em primeira pessoa, ou seja, o eu, por que isso realmente aconteceu e foi comigo mesmo.
Estava eu a ligar a torneira do banheiro para lavar o rosto, estava cansado depois de um dia de trabalho seguido por uma aula estressante. Até aí tudo bem, em frente ao espelho me deixei acalmar pelo jato de água fria sobre meu rosto, até que percebi que derramei água em excesso, estava tudo escorrendo e transbordando pelo piso de azulejo. No momento não liguei muito, aquilo seria facilmente limpo com um rodo qualquer, mas uma visão me fez voltar o olhar de volta. No piso encharcado uma pequena formiga se mantinha estática, encoberta pela água. Juro que era a mesma que eu evitara pisar em cima no momento em que entrei.
Fiquei por um tempo olhando aquela pequena criatura ali, totalmente estática.
Fiquei perturbado comigo mesmo, por que estava preocupado com isso?
Qualquer outra pessoa simplesmente nem tinha olhado, mas eu, eu sou diferente.
Você pode não acreditar, mas eu já salvei centenas de insetos da sua morte cruel seja quando os coitados se debatem de cabeça para baixo, ou quando se afogam em gotas de água.
Então obviamente a visão daquela formiga marrom quase transparente iria exigir algum tipo de reação digamos “heróica" da minha parte.
Mas não. Eu esperei, esperei e esperei e o inseto não se movia.
Por que mexer nele? já deveria estar morto. Mas num lance de curiosidade eu me abaixei e dei um leve empurrãozinho na formiga, tentando tirá-la (ou pelo menos o seu corpo) daquela poça de água. Desafogamento feito, mas o inseto ainda estava vivo para minha grande surpresa.
Fiquei feliz, até dei um leve sorriso discreto como quem fez uma boa ação no dia, mas não estava contente, esperei demais. Ela estava o tempo toda viva, sufocando e agonizando no mar, e eu ali como um voyeur faz, apenas olhando.
Agora eu poderia sair e limpar a bagunça, mas não pude deixar de observar o estado triste e deplorável em que aquele ser se encontrava. Estava no mínimo com todas as patas retorcidas ou quebradas, se contorcia e agonizava agora no piso seco, tentava seguir em frente, mas suas antenas deviam estar emboladas. A formiga estava completamente desorientada e sem capacidade para se mover. Era agora apenas um bolo marrom molhado que dava voltas em torno de si mesma pelo chão, na tentativa de esticar uma de suas pernas dobradas.
Vou confessar que aquilo me atormentou dez vezes mais do que a visão do afogamento.
Perguntei-me se valia a pena sobreviver a uma agrura da vida para viver com maior sofrimento. Será que pessoas que vivem nessa condição estão realmente vivendo.
Concluí que no máximo isso é uma violenta sobrevivência, o sofrimento contínuo sem nenhum segundo de paz ou prazer.
O que devemos fazer com quem poderia estar descansando em paz, mas está aqui apenas respirando o ar de sua própria agonia acelerada?
Era uma pequena formiga marrom transparente, um inseto. Eu poderia fazer mais por ela do que poderia fazer por um humano.
Poderia dar um fim naquele sofrimento silencioso e incomodante.
Poderia matá-la.
Matar?
Por um fim no sofrimento.
Matar.
Era isso que eu ia fazer, mas eu não pensei no termo matar, simplesmente iria fazer um favor aquela criatura.
O mesmo rodo que usaria para limpar minha bagunça usaria para dar cabo da pobre. Segurei-o firme nas mãos, mas, o soltei.
"Quer saber deixa ela aí, ela vai conseguir se virar, vai andar e desaparecer na parede" pensei.
Então sai do banheiro.
Minutos depois voltei, e não gostei do que vi. Decididamente eu peguei aquele maldito rodo e o levantei em direção àquela maldita formiga. Iria macetá-la por completo.
Teria feito isso, mas o inseto por algum milagre desconhecido saiu caminhado perfeitamente pelo piso, como se nada mesmo tivesse acontecido.
Meu Deus, em um segundo eu iria matá-la, a fim de fazer um favor a bicha e ela estava agora ziguezagueando alegre e feliz.
Eu pensei que disso eu ao menos tirei uma grande lição.
Não importa o tempo e a condição, tudo sempre merece uma segunda chance.
Mais feliz agora do que quando a vi reviver pela primeira vez, eu fiquei me olhando como um retardado faz no espelho.
Finalmente eu sairia daquele banheiro e poderia “descansar em paz”.
Em direção a porta, depois de dois ou três passos, eu paro. De súbito ouvi um estalido seco, e senti algo gosmento molhando meus pés, tomei coragem e olhei.
Um conjunto desfigurado de patas antenas e sangue estavam grudados no meu pé direito.
Eu olhei em volta, não havia formiga alguma, era ela.
Depois de tudo, eu a havia matado sem querer.
Enfim, eu tive que ver toda a situação pelo lado bom; consegui acabar com a dura vida que devia ter aquela formiga no dia-a-dia de trabalho em busca de alimento e sobrevivência para seu formigueiro.

[Wanderson Sousa Kubrick]

sábado, 20 de setembro de 2008

Sem Sentido


Sem Sentido

escrito em 30/Maio/2008

Eu me encolho e fecho os olhos para não ver o mundo.
Não suporto mais ver o câncer da bobagem devorando as células do intelecto humano.
Eu tapo meus ouvidos para não ouvir.
O barulho indefinido que ecoa pelas ruas é mais audível que as palavras bobas que insistimos em roer como um cão faz com seu osso.
Eu fecho minha boca e me silencio.
Já não querem mais ouvir o que eu tenho a dizer. Palavras doces saem da minha boca, mas se tornam o puro sal nos seus ouvidos.
Eu tapo meu nariz pra não sentir o cheiro podre da alma humana.
Eles levam consigo a impureza dos seus corpos quando se banham na lama do pecado.
Eu cerro meus punhos para não aceitar de mãos abertas o que me oferecem.
São coisas insanas.

Furem meus olhos.
Estourem meus ouvidos.
Cortem minha língua.
Fechem meu nariz.
Decepem minhas mãos.
Assim talvez eu possa ser verdadeiramente feliz.

[Wanderson Sousa Kubrick]

Perdido


Perdido

escrito em 23/Maio/2008

Me sinto estranho.
Definitivamente eu não estou bem.
O que estaria acontecendo comigo?
Alguém poderia me dizer? Eu não sei...
Será que alguém é capaz de decifrar meus medos e inseguranças, desembaraçar as linhas da minha mente e desvendar os pontos de interrogação que me atormentam?
Eu preciso disso. Urgente.
Um buraco negro se abriu sob meus pés, e ele suja todo sentimento de felicidade que ainda restava em mim, ele suga todas as cores. Tudo fica cinza.
Vejo fantasmas que me observam na parede, no fundo do copo, no espelho. Eles chamam pelo meu nome. Para onde querem me levar? O que querem comigo?
Isto é absolutamente interessante, a experiência sombria a que eu estou acometido me leva a desiludir uma a uma a ilusão dos meus sonhos.
As trevas me seduziram, mas eu estou desistindo.
Preciso da luz.
Quem vai me ascender uma?
Eu preciso disso. Urgente.

Tem alguém aí?

[Wanderson Sousa Kubrick]

O Palhaço


O Palhaço

escrito em 21/Maio/2008

Palhaços, essas criaturas fofinhas cheias de cores, com sorrisos largos e alegres, rostos cobertos de maquiagens coloridas que lembram o maravilhoso mundo das fantasias. Os palhaços divertem, alegram crianças pequenas e crianças crescidas (os adultos) em toda parte do mundo, é isso que eles fazem.
É isso que os palhaços fazem para ganhar dinheiro, sustentar suas famílias, esse é o seu trabalho, fazer as pessoas rirem.
Certo.
Mas o que ninguém sabe sobre os palhaços é...
E depois do show?

"O palhaço espera ansioso a sua vez. Atrás das cortinas vermelhas do velho circo itinerante o palhaço pode ouvir o apresentador anunciando sua entrada. Ele consegue ouvir ainda o grito de euforia da platéia. As cortinas se abrem, o palhaço entra. Velhos e crianças esperam com ansiedade, seus olhares fixos se concentram naquele homem estranhamente vestido, com maquiagem por todo o rosto e cabelos coloridos. A ansiedade logo vira alegria, quando em cada ação cômica aquele estranho ser faz a platéia soltar o riso. O show termina. Ele fez o seu trabalho.
O palhaço então se retira, caminha pelos bastidores do velho circo, observa um grupo de jovens ansiosas ginastas se preparando para a vez, ele encontra a porta de saída, lá fora é frio, a lua está cheia. O palhaço retira do bolso uma carteira de cigarro, puxa um isqueiro e ascende. Um sopro de fumaça sai de sua boa, ele olha pro céu e uma lágrima escapa de seus olhos, borrando a maquiagem. O palhaço fez muitas pessoas rirem aquela noite.
Mas ele chora. Nunca foi feliz
É apenas um trabalho, como qualquer outro.
A sobrevivência."

[Wanderson Sousa Kubrick]

Ninguém


Ninguém

escrito em 14/Maio/2008

“Hoje nós estamos sujos, e não somos ninguém.
Amanhã estaremos limpos e não seremos alguém.
O corpo se lava por fora, mas não por dentro.
Sabonetes de luxo não limpam a alma.
Hoje nós estamos sujos,
somos mais carniça do que carne”.

[Wanderson Sousa Kubrick]

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mais Estranho que uma Laranja Mecânica


Mais Estranho que uma Laranja Mecânica

escrito em 25/Abril/2008

_Por que ele é tão calado, será que tem algum problema?
_Não, deve ser tímido, eu conheço pessoas assim, eles tem medo e vergonha!
_Ah ta! Que covarde aposto que fugiria correndo numa briga, aposto que é inseguro e que não sabe lidar com problemas.
_Pois é, vamos... Esse aí não serve!
_E aquela cara, você viu, ele tem a anatomia... Hum
_Um criminoso, é, é.. Um desses que agente vê na TV dando depoimento.
_Psicopata!
_Isso, é... Você tem razão, sabe eu vi na TV que no mundo existem mais de 50 milhões de psicopatas, e a grande maioria deles são pessoas inteligentíssimas, gostam de musica clássica,
tudo isso, e......
_Oque?_Fala!
_Esse cara não sai da biblioteca do colégio, e sabe me disseram que no mp3 dele tem musicas de um tal de Beethoven
_Como? Quem colocaria Beethoven num Mp3?
_Um psicopata... Você já viu a série de filmes Hannibal?
o Dtr° Lecter, canibal..comia suas vítimas ouvindo isso.
_Meus Deus, você ta me assustando.
_Eu diria que ele é só um típico idiota que gosta de estudar, mas esse cara é muito isolado, e quando agente pergunta alguma coisa pra ele gagueja feito um pato.
_Mas disseram que ele tira as melhores notas no colégio.
_é, mais eu já vi ele na sala da orientadora psicológica umas três vezes.
_Nossa.
_Ele nunca aceita o convite quando os caras chamam pra balada, sempre inventa desculpas... os caras querem mudar ele sabe, os caras são gente boa, eles querem que ele conheça garotas, mas esse aí? Coitado, tenho até pena.
_É, é pra ter pena mesmo, vai ser um daqueles derrotados na vida, que não duros três dias num emprego hahahaha!
_He, gente esquisita, é melhor não se aproximar desse tipo de gente.
_Aí, tu tem razão!
_Então.
_Ou! Coloca pra tocar aí aquela música que não para de tocar na rádio.
_Certo, vai cerva aí?
_Claro, enche o copo!
_Um brinde á vida.
_E outro a recuperação dos otários.

(Seriam dois playboys falando sobre mim?)

[Wanderson Sousa Kubrick]

Serenity


Serenity

escrito em 23/Abril/2008

Não entrem em pânico
As dores irão voltar
Mas tudo vai ficar bem
Não entre em pânico

Se você decidir morrer
Que diferença faz?
As dores não morrem
Então é melhor estar vivo
Não entre em pânico

Tristeza permanece
Felicidade acontece
Não bloqueie a sensatez
Transforme a timidez
Não entre em pânico

Seu nome não será lembrado
Quem é você?
Solte o grito
Arranque seus cabelos
Mas não entre em pânico
Eles já te viram

Escreva um livro
Fala sobre alguém
Falamos sobre você
Escrevemos sua vida
Mas não entre em pânico

O mundo vai acabar!
Hoje a madrugada
Quem sabe?
Não entre em pânico
Você vai morrer
Você vai morrer
Mas é melhor estar vivo
É melhor está vivo
Então
Não entre em pânico!

[Wanderson Sousa Kubrick]

Vivendo e Aprendendo a Viver


Vivendo e Aprendendo a Viver

escrito em 07/Abril/2008

Vivendo nessa bolha gigante de superficialidades, eu aprendi a ser diferente.
Andando por essas ruas lotadas de animais falantes, eu aprendi a ser mais humano.
Falando tão pouco eu aprendi a ouvir.
Ouvindo palavras tão vagas quanto o olhar de quem as profere,
eu aprendi a me calar.
Fazendo amizades ilusórias eu aprendi a me isolar.
Isolando-me eu aprendi a olhar pra dentro de mim mesmo.
Olhando pra dentro de mim, cheguei à conclusão de que não me conheço.
Não me conhecendo tive medo de conhecer outras pessoas.
Lendo livros considerados 'malditos' aprendi a ser rebelde.
Sendo rebelde eu fui criticado pela sociedade.
Sendo criticado aprendi a não machucar.
Não machucando aprendi a amar.
Amando aprendi a sofrer.
Sofrendo aprendi a lutar.
Lutando eu conquistei.
Conquistando eu fui feliz.
Sendo feliz eu aprendi que a tristeza é tão necessária quanto respirar.
Sendo triste eu aprendi a não me iludir.
Não me iludindo, eu aprendi a fazer novos amigos.
Fazendo novos amigos eu aprendi a me conhecer.
Conhecendo-me eu quis fazer com que o mundo me conheça também,

Algum dia...

[Wanderson Sousa Kubrick]

Uma Outra Face.


Uma Outa Face
escrito em 06/Abril/2008
Nós, humanos somos apenas pequenas crianças com problemas graves de comunicação. Somos tão inseguros quanto um pobre cego numa corda bamba. Não sabemos o que fazer quando a merda bate no ventilador.

Algumas máscaras caem, mas para surpresa de todos os rostos que se revelaram por detrás delas são os mesmos.
Com a maioria não é assim...
Nós guardamos todas elas no guarda roupas, quando acordamos de manhã, simplesmente passamos alguns minutos escolhendo qual rosto mais convém naquele dia.

Alguns usam mascaras de porcos, outros preferem os anjos.
Temos mascaras de todos os modelos e gostos.
É o que se vê nas ruas.

Quando tudo que queríamos era permanecer exatamente como estamos às coisas acontecem, as coisas mudam. Essas são as leis, nada permanece imutável.
Nossas mascaras envelhecem, e já não surpreende mais, nosso estoque acaba, e nossos verdadeiros rostos se revelam.
Isso então causa reação.
O mundo não aceita que alguém vague por aí sem a sua mascara.
Nem mesmo os amigos perdoam mascaras jogadas ao chão, revelando o que antes se escondia por detrás delas.

Nunca se esqueça da sua máscara antes de sair de casa,
qual delas vai usar?
Aquela com cara de porco?
Ou você prefere o anjo?

Eu vou usar a que uso sempre...
a mascara que é exatamente a forma e imagem do meu rosto de verdade.
Essas são as mais raras, poucos tem o privilégio de usá-las,
por que quem tem uma mascara assim...
não precisa se preocupar se um dia ela cair.

[Wanderson Sousa Kubrick]

Choque


Choque
escrito em 16/Março/2008

O contraste é evidente.
Gritante!
Este ambiente não é meu, e eu não deveria estar aqui.
Por que estou aqui?
Deveria estar lá, naquele quarto frio e escuro.
Um mundo particular, e ele é meu!

Aqui há pessoas, muitas delas...e esse é o problema.
Humanos.
Demasiado humanos.
Problemas com humanos.
Sempre tive.

Qual o motivo de estarem todos aqui?
Qual o motivo dos risinhos, garagalhadas..., qual o motivo da dança?
Não é pelo Natal.
Nem sequer lembram do menino.
Não sei.
Talvez pela comida.

Comer.
É isso que fazem de melhor?
Estão satisfazendo uma necessidade básica.
Animais.
Humanos demais.
Eu observo todos eles.
É o que sei fazer de melhor.

Observar.
Com as mãos engorduradas, levam pedaços de carne aos dentes.
Carnívoros!
Fazem isso enquanto falam ao mesmo tempo.
Mastigam.
Bebem o liquído da taça, derraman sobre o peito o licor envenenado.
Sorriem.
Estão felizes?

Não.
Os sorrisos são suas máscaras.
Só querem dizer: "eu estou bem, minha viva vai bem e eu sei viver."

Mentirosos.

Estão todos acabados.
Fudidos.
É, eu sei disso.
Idiotas.
Superficiais.
Vazios por dentro.
Humanos demais.

Me dão nojo.

Eu desejara não estar aqui antes, mas agora isso me diverte.

Ser diferente.

Afinal...

É o que faço de melhor também.

[Wanderson Sousa Kubrick]

Carta de Suícidio


Carta de Suícidio ou uma decepção de morte.

escrito em 15/Março/2008

"Ainda tento me lembrar dos boms momentos que passamos juntos.
Mas isso só aumenta a minha dor, e me livrar dela, é tudo o que eu quero agora.
É tudo o que eu busco
Irracionalmente.

Meu coração foi gravemente ferido, e agora derrama sangue por dentro.
Está se esvaziando, logo não haverá uma só gota.
Esse sangue vermelho.
Quente como deve ser o inferno!

Por que você esperou que eu me envolvesse tanto?
Por que esperou que eu te amasse...?
Pra me dizer que tudo isso foi uma mentira.

Uma obcessão quebrada.
Uma ilusão perdida.


Eu sou culpado, me perdoe!
Não queria ter te deixado presa num sentimento que apenas eu sentia e que apenas para mim tinha importância.

Eu fui egoísta! como não pude perceber que nunca houve uma troca mútua de sentimentos?
Era apenas eu;
Eu, o único beneficiado com o desejo.
Com a satisfação.
Com o prazer.
Com o amor.

Ou eu fui um tolo?
Insensível!
Incapaz de perceber que você estava apenas sendo legal comigo?!

Talvez tenha durado por mais tempo, por que você hesitou em me ver sofrer.
Por que sabia o quanto eu sempre te amei.
O quanto sempre fui ligado a ti.

Mas te juro!
Você deveria ter acabado com isso antes mesmo de ter começado!

Me fez acreditar que o que sentia por mim é o mesmo que eu sinto por você.

Mentira!

Agora você abre o jogo.
Talvez esteja cansada de ser "a garota que só estava sendo legal".
Isso é piedade.
Nunca foi amor.

Foi piedade.

Sabe como eu me sinto agora?"

....................................................

"Não vai durar.
Não vai doer.
Vou sentir um segundo de dor.
No máximo.

Não mais do que senti, depois de tudo isso.

Uma bala...o modo mais rápido que eu encontrei.
É uma baretta, e ela está em minhas mãos agora.
Apontada não para mim, mas para meu profundo sofrimento.
Minha alma.
É nela em que eu miro, com as mãos trêmulas.

Três lágrimas ainda me escapam o rosto.
Três ultimas lágrimas.
E o seu nome é a única coisa que consigo pronunciar...
Antes de puxar o gatilho.

E num som seco e sem eco...
Ponho fim a minha existência..."

[Wanderson Sousa Kubrick]

Tempo


Vou trazer ao meu Blog alguns do meus textos (os melhores) que eu sempre tive o enorme prazer de pulbicar na minha página fotolog.
Agradeço a todos os amigos que fizeram destes textos o meu maior orgulho.

by: Wanderloki

Tempo
escrito em 18/02/2008

Pessoas te criticam.
Pessoas falam.
Pessoas te dizem o que você deve fazer, ou não.
Pessoas não sorriem pra você quando você sorri pra elas.
Pessoas não se importam com você, mas sim com elas mesmas.
Pessoas tentam te usar pra conseguir o que querem.

Você fica indiferente.
Você fica calado.
Você faz o que elas pedem, e deixa de fazer oque não querem.
Você até chega a esquecer de si pra pensar nelas.
Você faz não o que é bom pra você, mas para as “pessoas”!

Controlado!
Preso!
Inseguro!
Confuso!
Enlouquecendo!
Caindo num buraco negro sem volta chamado depressão!


“qualquer mão serve quando você ta se afogando”

Para:
Denise Zucolotto, que me estendeu a mão quando eu me afogava
e Sharon Lee, com quem em parte eu me identifico muito, e que deve ter compreendido perfeitamente minhas palavras de dor.